Catuti dá adeus a nove quilombolas mortos em acidente na BR-122 PDF Imprimir E-mail
Escrito por Administrator   
22 de agosto de 2011

CATUTI (Girleno Alencar -- Hoje em Dia) – Os corpos das nove pessoas mortas em um acidente com uma van na BR-122, no Norte de Minas, na tarde de sábado passado, dia 20, foram enterrados neste domingo, dia 21. Moradores de Barreiro Branco, distrito de Catuti, prestaram as últimas homenagens a seis dos oito quilombolas mortos. Dois corpos foram enterrados em cemitérios das comunidades rurais de Malhada Grande, também em Catuti, e em Riachinho, em Monte Alegre. O corpo do motorista da van, que levava um grupo de dançarinos quilombolas para a Festa de Agosto, em Montes Claros, foi enterrado no cemitério de Catuti.

O prefeito Hélio Pinheiro afirmou, neste domingo, que o carro passou por revisão recente, e que o acidente foi uma fatalidade. Também anunciou que abrirá uma investigação interna para apurar o porquê do excesso de passageiros no carro.

Segundo o prefeito, o veículo, pertencente ao transporte escolar, foi liberado para atender ao pedido dos quilombolas. Só que, em vez de passar pela cidade de Catuti, o motorista usou uma estrada vicinal para chegar a Pai Pedro e seguir pela BR-122. Com isso, ninguém observou que o carro estava superlotado.

O distrito de Barreiro Branco tem 700 moradores e fica nos limites da área requerida pelos remanescentes quilombolas dos Gorutubanos, que estão espalhados em 30 comunidades em sete municípios. Uma delas é Malhada Grande, onde morava o líder do movimento, Mariano Matos da Silva. O superintendente estadual do Incra, Carlos Calazans, compareceu ao velório de Mariano e prometeu acelerar o processo de reconhecimento da comunidade quilombola.

 
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