Quem vai me indenizar? PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Lucas   
02 de agosto de 2017

Autor: Dr. Carlos Alberto Araújo Oliveira  CRM(MG) 18.643

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Reforma Agrária, Tragédias, Globalização & Liberdade de Expressão:

 

Hoje, sábado, 17 de abril de 2010, não tenho dúvidas, que é o meu dever cívico e moral para com a minha pátria, escrever mais esta Carta Ética para o Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Janaúba(MG), com os objetivos de sempre: Solicitar a liberação das minhas  terras, as  fazendas Boi Bonito (I, II e III), localizadas no município de Porteirinha, Norte de Minas Gerais. E: Da mesma forma que as fazendas adquiridas pelo INCRA e pelas associações, foram então liberadas. Já que na ultima segunda-feira (12/04/2010), recebi mais uma carta do Crea-MG.

 

E  esta  carta  que  recebi  do Crea-MG,   comunicava-me  algo  que  não  me  deixou   surpreso. Comunicava-me a Decisão PL-2239/2009 do Plenário do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - Confea. Pois, na Sessão Plenária Ordinária no 1366, ocorrida  em 29 de  dezembro de 2009,  foi julgada a denuncia por mim apresentada,  contra um  certo  engenheiro  florestal, a  mais alta autoridade  do  IEF  no  Estado  de Minas Gerais, no exercício  ilegal  da profissão,  com  o  registro  no Crea-MG  cancelado, por  falta  de  pagamento. E foi aprovado negar provimento ao recurso interposto ao Confea contra a decisão do Crea-MG de  não acatamento de  denuncia por  infração ao Código de Ética Profissional,  em  ausência  de  fundamentação  consistente.

 

Segundo está escrito nesta carta, as acusações impetradas pelo denunciante eram infundadas e inverídicas, não passando de: Inconformismo Exagerado! Isto, em função de ter tido o seu pedido de autorização para exploração de carvão em suas propriedades indeferido. Embora o denunciante tenha apresentado, detalhadamente, todo um histórico dos problemas vivenciados por suas fazendas e fazendas vizinhas, histórias, recortes de jornais e cópias de ocorrências policiais sobre invasões de terras ocorridas no município. Estava tentando desse modo, justificar a transformação de suas propriedades para a produção de carvão.

 

Mas, os  Doutores  do Confea,  parecem  desconhecer o  fato  de  que o produtor rural é obrigado por lei a aproveitar o material lenhoso da sua propriedade rural, produzindo o carvão vegetal ou vendendo a lenha. E deveria sim, existir uma segunda opção, ou seja, a de simplesmente incinerar o material lenhoso em leras. Isto, uma vez que o custo de produção, não raramente, ultrapassa o custo do produto final. Associado  ao  fato,  de  que, com as Bolsas do Lula, ninguém mais: Quer trabalhar! E uma propriedade rural com área livre é muito mais valorizada. Mas basta qualquer fazenda ser vendida para o INCRA, que perante o IEF, os assentados, não encontraram mais: Aquelas  enormes  dificuldades! 

 

Eu comprei e paguei as minhas terras. É tudo legal. Tem até o papel da Licença Ambiental, mas que: Não tem muita utilidade! E eu, que tinha um apartamento  em São Paulo Capital, próximo  da  Escola Paulista  de Medicina: Vendi  e  investi  nas  fazendas! E eu, que tinha um belo apartamento em Belo Horizonte, novinho, três quartos, duas vagas na garagem, no Gutierrez: Vendi e investi nas fazendas! E eu, que tinha um belo carro de passeio: Vendi  e  investi  nas  fazendas! E eu, ainda realizei empréstimos bancários, que agora vou ter que pagar. Comprei terra abandonada, sem nenhuma infra-estrutura ou benfeitoria. Aí, eu que não tenho nada para esconder: Levantei a cabeça e parti pra cima dos capachos! E todos sabem que: Quem gosta, cuida, valoriza, pois tem medo de perder! Tudo que consegui na vida: Foi com o meu trabalho! E agora só me resta vender a minha casa aqui de Janaúba(MG), na Avenida Presidente Kennedy. E quem comprar, com certeza, não vai mais fazer aquela clássica pergunta: O que você pode fazer pelo seu País? Mas depois das tragédias causadas pelas chuvas no Rio: Fiquei mais animado! Eu não sabia que o Governo  Federal disponibiliza  verbas  para  prevenir e  para reparar  tragédias. É que as minhas terras estão em uma área de altíssimo risco, infestada por inúmeros bandidos sem-terra. Estou precisando dessas verbas nas minhas contas do Banco do Brasil (Agencia 0935-0 Conta 20.385-8) ou do Banco do Nordeste (Agencia 140 Conta 4.519-8). E sendo o Brasil do PT, carente de investimentos em infra-estrutura: Faltam presídios! Devido à superlotação das poucas prisões existentes, os juizes já estão: Amenizando as penas! E os cidadãos de bem, que pagam impostos, acabam ficando: Presos em casa! E aqui na Caatinga, ninguém nem mesmo sentiu: O agradável cheiro das obras do PAC!

 

O veterinário Dr. Gilmar foi um outro dia, nas fazendas Boi Bonito, examinar alguns animais, e disse-me que sabe de tudo: Que acontece lá! É que ele gosta: Dos jornais locais! Mas agora, as Cartas Éticas, que segundo a mais alta autoridade do IEF, são os frutos de um Inconformismo Exagerado, já estão disponíveis também na internet. Pesquisem no Google: Cartas Éticas - Fazendas Boi Bonito. É o: Big Brother  do Sertão! Acredito que os americanos devam ter verbas para repararem as tragédias causadas por palavras ditas pelo seu presidente. Bastou o Barack  elogiar o  Lula, e  aí, os   sem-terra  que  invadiram  as  fazendas  vizinhas: Ficaram mais  violentos! É que: Cortaram as minhas cercas, queimaram partes das minhas propriedades e mataram cabeças do meu gado! Mas, se o Obama  realmente  estudou  em  Harvard,  ele: Não  era  um  bom  aluno!  Ou, eu me recuso a acreditar que a Universidade de Harvard deixe de ensinar: Coisas tão básicas! Coisas, que lá nas minhas terras: Até as arvores sabem! É que: Só Jesus é o cara! E as contas milionárias que tenho para pagar: Continuam lá, no Banco do Brasil e no Banco  do Nordeste, aqui  de Janaúba! Mas, paira no ar uma pergunta: Quem vai me indenizar?

 

Carta Ética escrita em 17/04/2010 e  protocolada no Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Janaúba (MG) em 19/04/2010.

 
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