Epamig e UniãoGeral promovem seminário sobre biocombustível PDF Imprimir E-mail
Escrito por Fernando Lucas   
20 de janeiro de 2007
ImageNOVA PORTEIRINHA -- Numa iniciativa da Epamig e do Consórcio Intermunicipal UniãoGeral, foi realizado na sexta-feira 19, no auditório da Epamig em Nova Porteirinha , mais uma rodada de discussões, para a retomada das estratégias que visam a incrementação do programa do biodiesel, com incentivos ao plantio de oleaginosas.

De acordo com o Coordenador do Programa do MDA – Arnoldo de Campos, o Governo Federal já autorizou a mistura de 2% do produto ao diesel de petróleo, a partir do próximo ano, com crescimento proporcional, podendo chegar a 5% em 2.010. Ele acrescentou que essa mistura, tem inicialmente, dois pilares, o primeiro, é o aspecto social, uma vez que, a cadeia produtiva, vai gerar uma nova renda aos pequenos produtores da agricultura familiar, podendo também, gerar empregos e a segunda, a vantagem econômica, tanto para o governo quanto para os cidadãos, através da redução da poluição ambiental.

"Todo processo, poderá culminar na geração de alternativas de rendimentos para mais de 200 mil famílias em todo país, que terão outras ocupações em suas pequenas propriedades, desde que, organizadas em cooperativas, já que, por enquanto, apenas a Petrobras e outras 16 empresas da iniciativa privada, estão aptas a comercializar o produto final em todo país", acrescentou o Coordenador.

Além de prefeitos de 10 municípios da microrregião da Serra Geral, prestigiaram o encontro, empresários, secretários municipais de agricultura e técnicos do agronegócio, que tiveram a oportunidade de aprofundarem seus conhecimentos sobre o programa.

Conforme o prefeito de Janaúba, Ivonei Abade Brito (PSDB), a região tem potencial para garantir o pleno funcionamento da usina que está sendo instalada em Montes Claros , tornando-se uma alternativa para dinamizar a economia rural e também como benefício fiscal, através da tributação que proporcionará a geração de receita para os municípios, como parte integrante dessa cadeia produtiva.

Também esteve presente Júlio Cezar Monteiro Lopes – engenheiro da Petrobras, que fez esclarecimentos sobre a usina beneficiamento do biocombustível. De acordo com o engenheiro, a tecnologia adotada para essa unidade, foi projetada com tecnologia americana, para processar inicialmente o óleo de amendoim, soja e mamona e só após algumas adequações estará apta a receber o produto originado do pinhão manso, cuja característica, difere das outras oleaginosas, por sua excessiva viscosidade, fato também verificado no girassol, mas pelo excesso de cera de seu óleo.

O Programa terá algumas garantias do Governo Federal, que já autorizou aos bancos oficiais, a liberação de recursos financeiros através do PRONAF e prevê ainda, a necessidade de que as empresas processadoras detenham um selo de combustível social, a assinatura de contrato entre as cooperativas dos produtores e as usinas - com garantia de preço, seguro safra e garantia mínima de compra, além de assistência técnica.

Marco Antonio, gerente regional da EPAMIG, disse que a empresa já vem trabalhando com o plantio experimental em 12 áreas de aproximadamente 01 hectare cada, em toda microrregião, promovendo estudos para melhor aproveitamento do pinhão manso, que é uma das alternativas promissoras para a produção do biocombustível.

 
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