Copam aprova licença de instalação da Carpathian Gold em Riacho dos Machados
Escrito por Administrator   
26 de novembro de 2011

RIACHO DOS MACHADOS -- O Conselho de Política Ambiental (Copam) aprovou a Licença de Instalação (LI) para o grupo canadense Carpathian Gold explorar ouro no município de Riacho dos Machados. A empresa colocou os longos prazos para aprovação da licença como um obstáculo que poderia inviabilizar o aporte, mas mesmo após a aprovação da LI o investimento permanece em risco, segundo a gerente de meio ambiente da multinacional Cristianne Alam. Ela alega que foram transferidas para a empresa responsabilidades que são do Poder Público e, por isso, os canadenses estão avaliando os impactos financeiros das condicionantes para verificar se vão manter o projeto.

Em 2009 o grupo canadense assinou protocolo de intenções para extrair ouro em Riacho dos Machados, na região da Serra Geral de Minas em investimentos de US$ 160 milhões, a serem financiados pelo Macquare Bank, da Austrália.

O projeto da Usina de Ouro prevê a implantação de uma unidade industrial no município de Riacho dos Machados, destinada à produção de ouro em barras e processamento do minério. Em um primeiro momento, a mineração será a céu aberto e, na etapa seguinte, subterrânea. A empresa trabalha com a expectativa de produzir 2,2 milhões de toneladas por ano de minério, o que gerará o equivalente a 310 quilos de ouro. O faturamento previsto para 2011 é de R$ 100 milhões, enquanto de 2012 em diante o valor deve subir para R$160 milhões.

Para a aprovação, os conselheiros do Copam impuseram condicionantes que os empreendedores consideram que extrapolam a função empresarial, como o combate à exploração sexual infantil, capacitar os conselheiros municipais de Defesa da Criança e do Adolescentes e Tutelares, realizar seminários de sensibilização para alunos das escolas dos municípios envolvidos e custear o material educativo dessas campanhas. Ela deve fazer ainda um diagnóstico dos problemas na educação e também na saúde. Outra condicionante determina que a empresa viabilize a construção, reforma e manutenção de quadras e campos de futebol requeridos pela população.

Cristianne Alam observa que os investidores estão analisando os impactos financeiros dessas medidas para saber se existe viabilidade econômica para o projeto. Ela lembra que a empresa gerará mil empregos quando estiver no pico da obra e outros 400 na fase de operação, sendo a maior fornecedora de mão-de-obra local. (Girleno Alencar)