*os bons exemplos
Escrito por Dr. Carlos alberto Ara˙jo Oliveira   
28 de maršo de 2012

Autor: Dr. Carlos Alberto Araújo Oliveira CRM 18.643

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Sem-terra membros da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas praticaram um atentado terrorista na Fazenda Boi Bonito III - Município de Porteirinha (MG). Esta propriedade é vizinha do Espólio de Anísio Santos, por eles invadida. O fato aconteceu na madrugada do dia 15/12/2007. Arrancaram e roubaram postes da cerca que dividem as duas propriedades, alem de cortarem os arames da divisa.

Um motosserra foi utilizado pelos sem-terra para derrubar os mourões de sustentação de uma cancela, divisa interna da Fazenda Boi Bonito III. Deixaram a cancela de madeira em pequenos fragmentos, marca registrada da Liga. Fato semelhante já aconteceu na Jaíba. Foi uma demonstração de ódio da propriedade rural privada e de total descontrole emocional, provavelmente devido ao uso de drogas.

O médico e produtor rural, Dr. Carlos Alberto Araújo Oliveira CRM 18.643, proprietário da Fazenda Boi Bonito III, registrou boletim de ocorrência na Polícia Militar de Porteirinha. Protocolou também em Janaúba, uma carta para o Major Itamar Soares Rodrigues, Comandante da 12º CIA - PM - IND. Solicita então, uma "Orientação Técnica", sobre como proceder em tal caso.

Na história do Brasil, as Fazendas Boi Bonito (I, II e III), localizadas no Município de Porteirinha (MG), são as primeiras propriedades rurais a apresentarem de forma documentada "Conflitos por Ética". Ética está diretamente relacionada com o "grau de instrução". Quanto mais elevado o "grau de instrução", maior é a percepção das "infrações éticas".

Até o momento, as Fazendas Boi Bonito estão respondendo as "infrações", de uma forma muito elegante, com cartas protocoladas principalmente no Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Janaúba. Estas cartas tem como conteúdo, verdades inconvenientes.

O atentado aconteceu dois dias antes do Dr. Carlos Alberto, apresentar em Belo Horizonte, recursos dirigidos ao Plenário do CREA-MG. Solicita mais uma vez, processos éticos disciplinares para quatro engenheiros e duas engenheiras florestais do IEF.

O IEF foi denunciado por promover um desequilíbrio entre o desenvolvimento econômico e a preservação ambiental. Estes engenheiros (as) florestais, trabalhando em prol da socialização do campo, colocaram em risco, a vida de suas propriedades rurais.

 

A OAB de Belo Horizonte foi acionada e já está com extensa documentação sobre o caso. O Estado tem por função proteger o cidadão de bem; e não agir de forma contrária. Imprescindível, foi solicitar na OAB, um processo ético disciplinar para a advogada do IEF de Montes Claros.

Será que o proprietário rural tem mesmo que lançar mão do seu direito de defesa putativo, e mandar "fogo" nos intrusos que aterrorizam e depredam a sua propriedade ? Médico quando na "Caatinga", também tem que "copiar" isso? E na "Mata Atlântica"?

Acredito que precisamos ser diferentes. É preciso escrever muitas e muitas cartas. É importantíssimo também, solicitar quando necessário, processos éticos disciplinares para os "Doutores" e para as "Doutoras", que pagos (as) com o dinheiro dos nossos impostos, desconhecem o compromisso com a ética e com o profissionalismo. É extremamente antiético, subestimar a inteligência alheia.

Se "copiar" for preciso; então que copiemos no ano de 2008, os bons exemplos.

 

*Carta Ética protocolada no Instituto Estadual de Florestas (IEF) de Janaúba (MG) em 09/01/2008.